“Que Sorte a Nossa”, um bate papo exclusivo com a cantora e compositora Paula Mattos

ENTREVISTA Leandro Marques 10 dezembro 2015

?fotos: Larissa Pulchério


Ela é a aposta da música sertaneja do momento, faz parte da nova safra de talentos que têm muito a mostrar. Com suas composições, Paula Mattos já é sucesso há um tempo, já. Grandes sucessos gravados por artistas como Munhoz e Mariano, Gusttavo Lima, Thaeme e Thiago, Marcos e Belutti e muitos outros, são de sua autoria. Hoje, a artista trilha seu próprio caminho, mas sempre contando com os parceiros, que num são pouca coisa não!

 

Paula Mattos no Balaio

 

 

Ela tem apenas 26 anos, nasceu em Campo Grande – MS, no bairro Santo Amaro e cresceu no Santa Luzia. Com grande talento e sensibilidade, Paula Mattos deu os primeiros passos na vida artística como a maioria dos músicos: nos barzinhos da cidade. O cachê era pouco, às vezes não passava de um lanche, mas pelo amor à arte, ela se manteve firme e forte em busca de seus sonhos.

Marquei com a cantora de nos encontrarmos no Ernesto Café Bar, numa segunda-feira quente em Campão. Estava ansioso pra conhecê-la, pois escuto e gosto muito da música “Que Sorte a Nossa”, que toca muito nas rádios e em vários lugares que frequento. Ela está ensaiando para o seu primeiro show solo que será realizado em Barra do Garças – MT, por causa disso ela precisou se atrasar um pouquinho, mas daí, só meia hora depois, da esquina a vi chegar com seu violão à tiracolo.

Muito simpática, ela é como costumamos dizer quando um artista é muito legal, é um “amor de pessoa”, um doce mesmo. Ela está divulgando seu primeiro CD e DVD, que contam com participações especiais de Thaeme e Thiago, Munhoz e Mariano e Zé Felipe. O projeto tá recheado de hits, aliás ele tá tocando aqui na “redação” do Balaio enquanto escrevo este texto. Adoro!

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Paula Mattos e os convidados de seu 1º DVD. Fotos: divulgação

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Bati um papo muito gostoso com ela, falamos de muitas coisas.  Mas antes de ir pra entrevista, que tal curtir seu sucesso “Que Sorte a Nossa”?! #Play

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Balaio – Paula, me conta de que forma a música entrou em sua vida?

Paula Mattos – Desde criança sou acostumada com os churrascos e reuniões na minha casa, cresci vendo meus tios tocando violão, sanfona, isso despertou em mim a vontade de tocar também. Eu componho desde os 12 anos e canto desde os 15. Ganhei do meu pai meu primeiro violão aos 7. Ele sempre foi meu grande incentivador, nunca me deixou desistir.

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B – Dos bares da vida aos grandes artistas nacionais, como chegou até eles?

PM – Há uns cinco anos, surgiu a possibilidade de trabalhar com a dupla Thaeme e Thiago, foram os primeiros a abrirem as portas para mostrar meu trabalho. Depois, outros artistas, como o Gusttavo Lima, Marcos e Belutti, Munhoz e Mariano, Henrique e Juliano e vários outros gravaram minhas músicas.

Aí chegou um determinado momento que decidi  fazer um projeto próprio. Meu sonho sempre foi ser cantora, amo compor, mas composição veioi muito mais forte. Aí me preparei por esses últimos três anos pra gravar o DVD e escolhi as músicas do repertório. mas às vezes não resistia e acabava passando uma pra outro artista, mas tudo certo!

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B – Como rolou o contato com a dupla Thaeme e Thiago?

PM – Conhecia a Silmara, uma amiga e parceira de composição. A gente começou a compor muito juntas, aí ela conhecia o Thiago Servo, o primeiro “Thiago” da dupla. Ele gostou das músicas e deu a ideia de me chamar para ir a SP pra compor. Foi assim… daí fui pra SP, fizemos várias músicas lá. O Thiago nos apresentou ao Sorocaba, ele gostou e teve a ideia de me colocar na banda, primeiramente, depois virei backing vocal da dupla. Foram dois anos com eles.
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B – Qual foi sua primeira música que estourou? Que cantor gravou? (links em azul)

PM – A primeira música de sucesso foi Doidaça, com o Gusttavo Lima. Depois veio Chega Chora, Coração Apertado, no último dvd do Munhoz e Mariano entraram nove músicas, uma delas foi Longe Daqui, do M&M gravada com Luan Santana. Separa Namora, do Henrique e Juliano, Irracional, do Marcos e Belutti…

 

Paula Mattos e Leandro Marques

 

B – Você sempre compôs música sertaneja?

PM – Foi acontecendo… Eu componho de tudo, já gravei com o pessoal do forró: Aviões do Forró, Wesley Safadão, Pablo, Simone e Simaria, tem a “Cara de Rica” da Erikka. Faço de tudo um pouco, não só no sertanejo, gosto de diversificar bem.

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B – Sobre seus sonhos realizados e os que quer realizar?

PM – Só de estar gravando, sair de cara com CD e DVD, fazer parte do escritório do Munhoz e Mariano (Western), pra mim já é uma realização muito grande. Graças a Deus hoje eu tenho um acesso muito bom com os artistas, tenho contato com eles, às vezes eles chamam pra fazer música, são parcerias muito boas. A Sol do Aviões do Forró, conhecê-la foi uma realização muito grande, sou muito fã do trabalho dela, ela tá gravando músicas minhas, já fui à casa dela… você vai conquistando isso, né? O contato com essas pessoas que entendem mesmo de música, que estão no mercado há muitos anos antes de você… não tem preço que pague!

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B – Suas composições são inspirações da sua vida? De onde vêm as ideias?

PM – Eu falo que as músicas que eu faço 50% aconteceram comigo – histórias da minha vida, sofrência, coisas boas – e os outros 50% me inspiro muito no cotidiano das pessoas, histórias de amigos, e por aí vai.

 

 

Paula Mattos, foto Larissa Pulcherio

 

B – “Que sorte a nossa” está fazendo muito sucesso por onde toca. Ela tem uma história que te marcou muito, conta pra gente!

PM – Essa música é muito especial pra mim. É uma composição minha com meus “irmãos” Luiz Henrique e Fernando, uma dupla lá de Adamantina (SP). O Fernando* já estava há três anos de tratamento de leucemia. E dois meses antes da gravação do DVD, ele tinha feito um transplante de medula e estava super bem. Um dia ele falou “Paulinha, deixa eu me recuperar, quero participar do seu DVD”.

Depois ele veio a ficar ruim, a doença voltou com tudo, baixou a imunidade e Deus quis que ele “fosse embora”. Por isso que no vídeo eu me emociono, é porque acompanhei toda história de perto. O Fernando era um menino fantástico e muito talentoso. Nossa voz casou demais, Que Sorte a Nossa foi a última música que ele arranjou, compôs e gravou segunda voz.

*Fernando Paloni faleceu em 22 de fevereiro de 2015.

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B – Que linda história, a amizade de vocês foi eternizada! Mas agora, a música é um sucesso. Como está vivendo esse momento?

PM – Eu tenho recebido tantas mensagens por causa dessa música, histórias de amor, abertura de casamento… é muito legal. Que sorte a nossa tem me aberto muitas portas. Agora estamos trabalhando a Quem Vê Cara Não Vê Coração, que já tem mais de dois milhões de views no You Tube, tô muito feliz.

Estou em Campo Grande ensaiando para meu primeiro show, que vai acontecer em Barra do Garças, dia 18/12. Tenho feito participações nos shows do Munhoz e Mariano, e rodado o país, com o pé na estrada, fazendo divulgação nas rádios. A aceitação da galera tá muito legal, todo mundo comentando.

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B – 2016 está aí, quais são seus planos?

PM – Quero levar muita alegria pra todo mundo, fazer muitos shows esse é meu maior sonho: viver daquilo que eu amo, da música, da minha verdade.

 

Paula Mattos

 

 

Uma rapidinha com Paula Mattos

 

Agradeciementos:
Nayara Ferreira – Western
Ernesto Café Bar

 

 

 

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